O Faroleiro

Internet, celulares, energia elétrica o dia inteiro (ou quase). A saudade bate, mas não como antes. O faroleiro, profissão extinta em outros lugares no mundo, cumpre suas funções nos poucos faróis ainda guarnecidos do Brasil com um pouco mais de conforto que seus antecessores.

Com o surgimento dos dispositivos que permitiram o funcionamento automático no início do século XX, aos poucos a presença humana nos faróis foi diminuindo. A automação permitiu retirar faroleiros e suas famílias que viviam em lugares isolados e inóspitos. Crianças sem escola, racionamento de víveres devido à atrasos na entrega de suprimentos, óbitos por falta de socorro médico e distúrbios psicológicos foram alguns dos dilemas vividos durante séculos por esses heróis anônimos.

Além de acender e apagar a luz, o faroleiro é o responsável por manter todo o equipamento instalado e as dependências da estação, do seu entorno, além de manter o correto funcionamento de outros dispositivos de sinalização náutica na área de sua jurisdição. Integrando as especialidades da Marinha do Brasil inicialmente em caráter civil, a função passou a ter status militar á partir de 1985.

As guarnições são substituídas regularmente. Ao contrário de viver anos num mesmo farol como no passado, atualmente, dependendo do local, acontece um rodízio à cada três ou quatro meses.

A ausência do faroleiro ou "Técnico em Sinalização Náutica" como também é conhecido, expôs os faróis á um novo inimigo: o vandalismo, que além da ameaça à essas estruturas históricas, causa risco à própria segurança do navegante.

Em honra aos séculos de serviço prestados por esses profissionais na operação e manutenção desses monumentos, pedimos:

Proteja o farol!