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farol recife  

Recife
08 03,26S / 34 51,93W  (Recife, PE)
Lp.Alt.BE.12seg.20m.17M(B) / 13M(E)

Próximo da extremidade norte da barreira de recifes que batizaria a futura capital de Pernambuco, os portugueses ergueram em 1590 o forte de São Francisco da Barra, também conhecido como forte do Picão.

Durante a administração de Maurício de Nassau, seu médico, Georgi Marcgravi (ou Markgraf) construiu em 1639 o primeiro observatório moderno das Américas, destruído após a expulsão dos holandeses. Supõe-se que essa torre servia de farol aos navegantes.

Em 1820 o governador de Pernambuco encomenda á delegação brasileira na Europa um "farol dos mais modernos" para ser instalado ao lado das ruínas do forte do Picão, assinalando assim a entrada do porto do Recife. Inaugurado em 1 de fevereiro de 1822, sua torre branca octogonal de alvenaria sustentava o aparelho catóptrico girante de luz branca e encarnada  fabricado na Inglaterra, com altura focal de 20 metros e alcance de 15 milhas.

Em 1894 foi instalada uma nova lanterna e um aparelho dióptrico BBT de 1ª ordem, mantendo a característica luminosa mas com maior alcance: 20 milhas. Em 1907, apesar da reforma concluída pelo mestre de obras Carlos B. M. Soares, o reduzido espaço interno ainda obrigava os faroleiros à morar na cidade.

Em 1931 o farol foi desativado, voltando à ativa um ano depois com uma lanterna automática AGA. Em 1938 foi transferido para a Torre Malakoff (na ocasião sede da Capitania dos Portos) até a total remodelação da torre do Picão, reinaugurada em 1945.

O farol foi eletrificado em 1986, e tres anos depois foi instalada a atual lanterna de acrílico. Em 1994 foi pintada uma faixa horizontal vermelha.

Veja em Memorial, foto do antigo farol.