farol garcia davila

Garcia D'Ávila

 12 34,65S / 38 00,10W Praia do Forte, Mata de S.João, BA

Lp (2) B.12seg.28m.21M

 

Praia do Forte, 80 km ao norte de Salvador era conhecida por Tatuapara quando Garcia de Souza d’Ávila (provável filho bastardo do primeiro Governador Geral do Brasil Tomé de Souza) fundou a sede do maior latifúndio do país, que se estendia de Salvador até o Maranhão. A torre de seu castelo era uma referência visual para os navegantes, e em algumas circunstancias uma fogueira era acesa em seu topo.

Em 27 de agosto de 1916 foi inaugurado o farol montado pelo Primeiro Tenente José Sergio Ferreira, uma torre "Mitchell" (ver farol São Tomé) de 20 metros da marca BBT pintada de branco, equipada com uma lente de 4ª ordem de luz branca e encarnada com 15 milhas de alcance. O objetivo era sinalizar a presença de recifes próximos à costa.

Por volta de 1931 a torre foi revestida com concreto, numa tentativa de proteger o farol do avanço do mar, mas sua substituição foi inevitável: em 20 de maio de 1971 entrou em operação o farol atual, com torre de concreto revestida de azulejos brancos de 25 metros de altura erguida há aproximadamente 180 metros da anterior, da qual foi reaproveitada a lanterna.

José Nunes Pereira, conhecido como seu Cajueiro foi o último dos faroleiros. A maioria dos documentos sobre o farol perdeu-se no naufrágio do navio balizador Faroleiro Wanderley, que afundou no litoral baiano. Seu Cajueiro reuniu o que sobrou para leva-los a Salvador, mas outro acidente com sua embarcação causou a perda dos documentos restantes. Grande parte da história do farol foi esclarecida à partir da memória de Seu Cajueiro.

A antiga casa dos faroleiros se transformou na primeira base do projeto Tamar, que busca a preservação das tartarugas marinhas.

Aos pés do farol, o navegador Amyr Klink encerrou sua travessia à remo do oceano Atlântico, epopeia contatada no livro "Cem Dias Entre Céu e Mar".

Veja a foto da antiga torre Mitchell reforçada.