farol itapuã

Itapuã

 12 57,41S / 38 21,22W Salvador, BA

Lp.B.6seg.24m.15M

 

O primeiro farol constituído de estrutura e chapas em ferro fundido foi concebido pelo engenheiro americano Alexander Gordon. Montado em Morant Point, Jamaica no ano de 1842, o kit foi pensado para a fabricação em série, o que acelerou a implantação de novos faróis no mundo todo, graças à rapidez de montagem.

Em 1869 o engenheiro Zózimo Bráulio Barroso, em comissão na Europa, segue orientações do Ministro da Marinha Barão de Cotegipe para que contratasse o fornecimento de nove faróis daquele tipo. O contrato assinado no ano seguinte tinha como objetivo expandir a rede de iluminação costeira, uma vez que nosso vasto litoral contava na época com apenas treze faróis. Também foram contratados dois oficiais mecânicos para a montagem.

As torres do lote encomendado foram fabricadas em Glasgow, na Escócia, por P&W McLellan, e os aparelhos lenticulares por Chance Brothers, na Inglaterra.

Na praia de Itapuã foi inaugurado o último dessa série, em 7 de setembro de 1873. Os outros são Olinda, Mucuripe, Conchas, São Francisco do Norte, Natal, Santa Luzia, Pedra Seca e Pedra do Sal. Sua torre vermelha de 21 metros, montada sobre a pedra da Piraboca, foi equipada com um aparelho dióptrico de 3ª ordem de luz fixa branca com alcance de 15 milhas. Alcino Baptista Monteiro, contratado para a instalação do farol nomeou o engenheiro Lourenço Eloy Pessoa de Barros para fiscalizar a obra.

Na madrugada de 26 de março de 1873, o paquete francês Gambie encalhou no lugar chamado de Pau do Pinho, quatro léguas ao norte de Itapuã. Esse acidente atestava a urgente necessidade do farol para orientar os navegantes naquele perigoso trecho.

Em 1923 o farol foi automatizado com equipamentos à gás acetileno. Em 1939 estava pintado de roxo-terra com faixas brancas. A porção roxo-terra voltou a ser vermelha em 1950. A atual lanterna de policarbonato (instalada no interior da lanterna envidraçada) é alimentada pela rede elétrica, que chegou ao local em 1986.