faróis   memorial   educacional   aviso legal   contato
 

Faróis dos extremos

Já dedicamos páginas à faróis que marcam alguns extremos do Brasil: Cabo Branco, na Paraíba, foi construído para marcar o então extremo leste, não só do Brasil, mas de todo continente americano. A erosão lhe tirou este título, que agora é da Ponta do Seixas, nas proximidades.

Chuí, no Rio Grande do Sul, marca nossa fronteira meridional, na divisa com o Uruguai.

Seguem-se alguns outros faróis instalados em outras referências cardeais importantes e locais distantes onde nossa sinalização náutica está presente:

Até 1997, a posição mais ao norte marcada por um farol no continente era o da foz do rio Calçoene, no Amapá. Nesse ano entrou em operação o farol Orange, no cabo situado na foz do rio Oiapoque, divisa com a Guiana Francesa. Numa área desabitada, inóspita, repleta de manguezais, a quase impossível construção de sua torre de 50 metros custou a vida de três trabalhadores. O farol está dentro do Parque Nacional do Cabo Orange;

Nosso farol mais ocidental está no Amazonas. O farolete Jacaré foi construído em 1924 sobre uma pedra próxima à uma das margens do Rio Amazonas. Formando par com o farolete Moronas situado no lado oposto, constituem a referência visual aos navegantes que demandam o porto de Manaus, à aproximadamente 10 milhas dalí.

Outros faróis encontram-se bem distantes do continente:

O atol das Rocas, 84 milhas à Oeste de Fernando de Noronha, foi o causador de diversos naufrágios (em 1503, seus "descobridores" foram as primeiras vítimas). Seu primeiro farol entrou em operação em 1883. Antes de sua automação em 1914, faroleiros e suas famílias chegaram a passar fome e sede devido ao atraso de suprimentos. Em um desses casos, o socorro chegou após o recebimento de mensagens enviadas dentro de garrafas. Pelo menos duas pessoas perderam a vida prestando serviços no farol nesse período;

No arquipélago de Fernando de Noronha, o primeiro farol foi instalado em 1911, na ilha da Rata;

Em 1922, durante a pioneira travessia aérea do Atlântico, os aviadores portugueses Sacadura Cabral e Gago Coutinho fizeram um pouso forçado próximo aos penedos São Pedro e São Paulo, cumes de um pináculo de lava com mais de 4000 metros de profundidade situados 340 milhas à NNE de Fernando de Noronha. Alertaram para a necessidade de se sinalizar aquele obstáculo com um aero-farol (farol que atende aos navios e aviões), que seria inaugurado em 1932, com funcionamento automático. Atualmente, uma base de pesquisa e um novo farol em concreto encontram-se em plena atividade no agora denominado "Arquipélago" de São Pedro e São Paulo, obras realizadas com o apoio do navio faroleiro "Graça Aranha";

Á mais de 1000 km da costa do Espírito Santo, a ilha de Trindade abriga um posto oceanográfico da Marinha. O farol da enseada dos Portugueses entrou em operação em 1995;

A sinalização náutica brasileira também está presente num dos lugares mais ermos e distantes do planeta - a Antártida. O farolete Ferraz foi inaugurado em 1984, orientando a aproximação das embarcações que atendem a base "Comandante Ferraz", um pedacinho do Brasil nos confins da Terra.