farol ponta do alegre

 PONTA DO ALEGRE

32 24,36S / 52 45,30W Arroio Grande, RS

(Desativado)

     

 

Embora fosse nos século XVIII e XIX a principal via de transporte e de desenvolvimento da economia á base do charque, a lagoa Mirim teve que esperar até o início do século XX para a instalação de balizamento que promovesse a segurança da navegação nesse importante corredor, fronteira com o Uruguai.

 

O Capitão – Tenente Veríssimo José da Costa elaborou um plano de balizamento em 1903 quando Borges de Medeiros, então presidente do Rio Grande do Sul, empreendeu a dragagem do baixio do Sangradouro – ligação com o canal de São Gonçalo, acesso para a lagoa dos Patos.

 

Somente em 1907 foi votado o orçamento para a execução do plano, alterado pelo superintendente de navegação, almirante Arthur Jaceguay, que ordenou a instalação de três faroletes (postes de ferro sobre esteios de rosca) equipados com aparelhos de 5ª ordem e alcance de 10 milhas, todos inaugurados em julho de 1908 nos seguintes locais:  na entrada do porto de Santa Vitória (do Palmar), na barra do porto de Jaguarão e no canal de Santiago.

 

Em 21 de setembro daquele ano também entrou em operação o farol da Ponta do Alegre, uma torre quadrangular de alvenaria de 16 metros de altura ladeada pelas casa dos faroleiros, tudo pintando de branco. Seu aparelho de 5ª ordem de luz branca fixa lhe dava um alcance de 12 milhas.

Farol quando ativo (Defensores do Patrimônio Histórico e Cultural de Arroio Grande - RS)

 

A montagem de todos esses sinais foi feita pelo mecânico Alfredo Kurt Schultz, com supervisão do CT Joaquim Nunes de Souza. O projeto segue o modelo de outros construídos na mesma época: Castelhanos (RJ), Ilha da Paz (SC), Macaé (RJ), Ponta do Boi (SP) e Queimada Grande (SP).

 

O farol foi desativado em 1964. A questão logística volta à tona com os esforços binacionais para a criação da hidrovia do Mercosul.

Foto: Assessoria de Imprensa / Prefeitura Municipal de Arroio Grande