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farol santa marta

SANTA MARTA

 28 36,23S / 48 48,76W Laguna, SC

Oc (3) BE.30seg.74m.46M (B) / 39M (E) (setores : B.056° - 045° / E. 045° - 056°)

Estação radio / Racon Z (--..) bandas S e X / Radiofarol SW (... .--) 310 Khz / Estação DGPS

 

Na região de Laguna, em Santa Catarina, a chamada "Pedra do Campo Bom", ou “Laje da Jagua” é o principal obstáculo à navegação. Ali, dentre os numerosos naufrágios consta o da embarcação de Giuseppe Garibaldi em 1839, à época da Guerra dos Farrapos e da fundação da República Juliana, que imortalizou seu grande vulto, Anita.

O cabo de Santa Marta Grande (nome de uma nau espanhola que por ali naufragou em 1737) nas suas proximidades seria o lugar ideal para se construir um farol, há muito requisitado pelos navegantes daquele trecho.

Sua luz deveria ter grande alcance, e para tanto, foi encomendado à empresa francesa BBT um aparelho dióptrico hiper-radiante, o maior tipo de lente de farol que existe. É portanto, o maior instalado no país. No continente americano existem apenas mais duas lentes desse modelo: Makapuu Point, no Havaí e Cape Race, no Canadá. Sua montagem ficou à cargo do mecânico francês Victor Alinquant.

A construção da torre de 29 metros de altura ficou á cargo de José Gomes Serpa. Suas paredes feitas de pedra, conchas e óleo de baleia têm dois metros de espessura. O farol, inaugurado em 11 de junho de 1891, tinha 23 milhas de alcance luminoso. Um setor de luz encarnada indica a localização da pedra do Campo Bom.

O farol foi eletrificado em 1941 com a instalação de geradores á diesel, substituídos em 1981 pelo fornecimento direto da rede. O local, no início habitado apenas pelos faroleiros, começou à atrair pescadores que acabaram por criar o povoado que hoje é um dos principais destinos turísticos do litoral Catarinense.